sábado, 16 de junho de 2012

Era pra ser o que isso aqui?

Mais uma vez me encontro em dívida com esse blog. Uma grande dívida. Mas a culpa é toda minha. Da minha falta de organização que me impede de arranjar um tempo, mínimo que seja, para sentar e escrever. Ás vezes até consigo, mas a inspiração, ou é inexistente ou é confusa. Inexistente nem requer explicação, mas confusa... Digo isso no sentido das ideias se atropelarem. É como se eu começasse a escrever sobre um jogo de futebol, onde uma nave alienígena sequestra alguns jogadores, devido a uma trama suja do governo deles. Então, um galante cavaleiro em armadura dourada invade a nave para matar um mutante-zumbi influenciado por Loki (por favor, depois de Vingadores não venha me dizer que você não sabe quem é a figura). Certas vezes eu simplesmente não consigo conectar as coisas.

Mas é claro, isso só ocorre aqui, na frente desta tela. Se a cidade não fosse violente (e eu tivesse dinheiro) usaria um tablet para escrever durante as minhas idas e vindas de ônibus. Lá ocorre alguma magia que me faz escrever (na minha cachola) excelentes textos. Acho que é o fator "isolamento". No ônibus eu não tenho tantas distrações. Aqui, por outro lado, tem facebook, músicas aleatórias, jogos, sites ainda mais aleatórios que as músicas, enfim, diversas coisas que me tiram o foco.

Pronto... Me distraí outra vez e perdi o fio da meada (é isso o que se diz???). Hum... Acabei de descobrir que um professor meu vai palestrar num evento paralelo da Rio+20. Legal.

Okay, isso foi nonsense, mas justifica o que eu falei antes. Me distraí conversando no facebook e esqueci o que tinha planejado para este texto.

Enfim, já está na hora de finalizar este texto, então ele vai ficar assim mesmo. Fiquem com essa imagem "cute":


quarta-feira, 18 de abril de 2012

Sangue e suas tecnologias

Estava eu, recuperando-me do extravio de meu sangue (fui doar sangue hoje, pela primeira vez) quando me deparei com isso:


Eu não gostei muito da música, mas a holografia é incrível. Pesquisei um pouco e descobri que essa empreitada foi uma ideia para um show da atual turnê de Snoop Dogg e Dr. Dre. O resultado agradou tanto os rappers que eles estão cogitando usar durante toda a turnê. A empresa responsável pelo efeito é a mesma pela incrível transformação do Brad Pitt no filme "O curioso caso de Benjamin Button", "Tron" e "X-Men: Primeira Classe" e que o orçamento para "ressuscitar" 2Pac gira entorno de U$100 mil e U$ 400 mil. AH! Eu adoro tecnologia! Ficou incrível essa recriação. O nível de detalhamento e a fluidez dos movimentos é impressionante.

Isso me fez lembrar de outra proposta, ainda mais ousada, trazida pelo Japão para sua candidatura como sede da Copa do mundo de futebol em 2022. Eles tinha prometido transmitir por holografia as partidas em vários estádio ao redor do globo, contando com cerca de 200 câmeras para a captação de todos os movimentos e sons do estádio. Foi um proposta ousada, mas que não levou. Quem vai receber a copa é o Qatar, e como o assunto deste artigo é tecnologia, eles não ficarão de fora.

O Qatar é um  país do Oriente Médio, e como tal, no meio do deserto. Por isso, para tentar amenizar o provável maior vilão dos jogos (imagine você torrando num calor de 50 °C num estádio. Agora imagine o (in)feliz jogador correndo por 90 minutos nessa temperatura. Por isso os organizadores prometem um sistema de refrigeração à energia solar que manteria a temperatura do estádio em meros 28 °C. Além disso os estádio seriam "desmontáveis". Convenhamos, o Qatar não tem tanta tradição no futebol assim, e por isso os estádios teriam sua capacidade aumentada apenas para a Copa. Após o evento, o "excedente" seria exportado para países vizinhos, junto com a tecnologia de refrigeração. E mais, os projetos apresentados mostram estádio com a parte externa sendo um gigante telão para a transmissão de notícias e do jogo que estiver rolando, estádio com a "faixa da amizade" (tiras com todas as cores dos países participantes), estádios com no máximo 1h de distância entre si, transporte coletivo entre os estádios (até barco-táxi) e afins. Promete ser uma copa inesquecível.

 

Galera, antes de ir embora gostaria de fazer um pedido: Vamos doar sangue! É muito importante! Vidas podem ser salvas com isso. Sei que muita gente tem medo, mas devemos vencer isso. Eu sei que é muito panfletário, mas são só alguns minutinhos que podem fazer toda a diferença na vida de alguém. Abaixo algumas orientações do INCA. Procure um hospital e faça a sua parte. Abraços

Orientações para doadores de sangue  Há critérios que permitem ou que impedem uma doação de sangue, que são determinados por normas técnicas do Ministério da Saúde, e visam à proteção ao doador e a segurança de quem vai receber o sangue.

O doador deve...- trazer documento oficial de identidade com foto (identidade, carteira de trabalho, certificado de reservista, carteira do conselho profissional ou carteira nacional de habilitação);
- estar bem de saúde;
- ter entre 16 (dos 16 até 18 anos incompletos, apenas com consentimento formal dos responsáveis) e 67 anos, 11 meses e 29 dias;
- pesar mais de 50 Kg;
- não estar em jejum; evitar apenas alimentos gordurosos nas quatro horas que antecedem a doação.

Impedimentos temporários - Febre- Gripe ou resfriado- Gravidez
- Pós-parto: parto normal, 90 dias; cesariana, 180 dias- Uso de alguns medicamentos- Pessoas que adotaram comportamento de risco para doenças sexualmente transmissíveis


Cirurgias e prazos de impedimentos 
- Extração dentária: 72 horas
- Apendicite, hérnia, amigdalectomia, varizes: três meses
- Colecistectomia, histerectomia, nefrectomia, redução de fraturas, politraumatismos sem seqüelas graves, tireoidectomia, colectomia: 6 meses
- Ingestão de bebida alcoólica no dia da doação
- Transfusão de sangue: 1 ano
- Tatuagem: 1 ano
- Vacinação: o tempo de impedimento varia de acordo com o tipo de vacina
Impedimentos definitivos- Hepatite após os 10 anos de idade
- Evidência clínica ou laboratorial das seguintes doenças transmissíveis pelo sangue: hepatites B e C, Aids (vírus HIV), doenças associadas aos vírus HTLV I e II e Doença de Chagas
- Uso de drogas ilícitas injetáveis
- Malária
Intervalos para doação - Homens: 60 dias (até 4 doações por ano)- Mulheres: 90 dias (até 3 doações por ano)
Doe sangue com responsabilidade 
Você sabe o que é
 janela imunológica? É o período entre a contaminação da pessoa por um determinado agente infeccioso (HIV, hepatite...) e a sua detecção nos exames laboratoriais.
No período da janela imunológica, os exames são negativos, mas mesmo assim o sangue doado é capaz de transmitir o agente infeccioso aos pacientes que o receberem.
A sinceridade ao responder as perguntas do questionário que antecede a doação é importante para evitar a transmissão de doenças aos pacientes.
Nunca doe sangue se você quiser apenas fazer um exame para Aids. Neste caso, procure um Centro de Testagem Anônima e gratuita.
Informe-se pelo Disque-Saúde: 0800-61-1997 ou pelos Centros de Testagem Anônima.
Cuidados pós-doação
- Evitar esforços físicos exagerados por pelo menos 12 horas
- Aumentar a ingestão de líquidos
- Não fumar por cerca de 2 horas
- Evitar bebidas alcóolicas por 12 horas
- Manter o curativo no local da punção por pelo menos de quatro horas
- Não dirigir veículos de grande porte, trabalhar em andaimes, praticar paraquedismo ou mergulho



segunda-feira, 16 de abril de 2012

Imundície humana

Domingo eu fiz uma peregrinação. Na verdade foi mais uma aventura. Larguei o conforto do meu lar e me lancei rumo ao desconhecido numa empreitada cheia de mistérios e perigos. Conheci outros povos e costumes.                                           
Encaminhei para o longínquo bairro de Padre Miguel. Exageros à parte, eu realmente demorei bastante pra chegar lá, mesmo de trem. Mas o intuito deste post não é falar sobre a distância de Padre Miguel e sim sobre a  nojeira das pessoas.

Deixem-me explicar. Ao longo da minha peregrinação me deparei com cenas no mínimo desagradáveis. Pra mim foram revoltantes. Primeiro, na estação de trem. Um estropício ficava escarrando (dando cusparadas de catarro, pra você que é inculto) a todo momento na estação. E não parou por aí. Ao entrar na composição senti que estava entrando numa lata de lixo. Havia tanto pó no chão que quase não dava pra distinguir a cobertura de borracha. Sem falar em todos sacos plásticos e invólucros de produtos alimentícios diversos espalhados que decoravam a paisagem. E teve mais. Em um determinado ponto da viagem, entrou uma vendedora de picolés, que encontrou fervorosos fregueses numa família. Quando terminaram de consumir, eles simplesmente largaram os papéis e palitos no chão de forma displicente. 

Agora acompanhe o meu raciocínio, se as pessoas não se preocupam ao menos em preservar o buraco pelo qual elas transitam (sem qualquer referência à qualidade do transporte coletivo), o que dirá do mundo. Eu não quero parecer um ativista revoltado, apenas registrar o meu ódio (conflitante, não?). O problema é que muitas vezes essas pessoas são as primeiras a reclamar da sujeira da cidade, e quando são inquiridas sobre seu comportamento respondem: "Temos que garantir o emprego do gari." ou "Não tem lata de lixo. Fazer o que?". Primeiro, seu eu fosse um gari e ouvisse a primeira resposta eu seria preso por homicídio violento. Há mais de um uso pra'quela vassoura. Com relação a segunda resposta, eu não vou usar a frase batida de garantir o emprego do coveiro pelo simples fato de que quem tem essa mentalidade só merece o meu desprezo. Não há porquê ameaçar de morte a vida de uma pessoa fadada à mediocridade.

É por esse tipo de comportamento que o Brasil está na merda. E sim, não estou exagerando. Se as pessoas não tem a capacidade de preservar as pequenas coisas, como a sua área de vivência, como elas vão ser capazes de buscar as grandes mudanças? Eu vou parar por aqui porque está ficando piegas demais. E tô começando a me empolgar. Até a próxima. 

quinta-feira, 8 de março de 2012

Campo de Paleontologia

13 Dias (oficialmente). 6 de viagem e 7 de campo. Na verdade 12 dias. Há tanto pra se dizer e tanto pra esconder. Esconder sim, pois há coisas que simplesmente são impossíveis de serem postas em palavras, e como tal, passam a ser um segredo pessoal.



Foram 12 dias de tédio (há que se tomar cuidado com isso), dor nas pernas, e muita cantoria. Tivemos a criação do bloco do sacolão, torneios disputados de sueca, amizades desfeitas pelo uno, discussões acaloradas sobre idealismos (Foda-se o socialismo, sou burguês de coração), vodka, red bull, stella, piscina, os melhores café da manhã que um homem poderia querer (como ovo mexido, sucos, torrada, salsicha, linguiça, torradas...) peixinhos petrificados, Sol, Sol, Sol, araras (e marcas), e por aí vai.



Há tantas coisas pra se falar que acabo por formar pensamentos pra logo em seguida perdê-los com novos que invadem a minha cabeça querendo serem passados para esse post. Bom, vou começar pela parte séria: ralamos. Procurar ostracodes e conchostráceos num lamaçal é tenso. Fósseis maiores (peixes, insetos...) são mais recompensadores, mas uma mina de calcário sob Sol forte não deixa essa tarefa ser fácil. Foi ruim? Jamais. Pois digo, faria tudo de novo, contanto que mantivesse os 20 e tantos litros de água que meu grupo levou. A tenda do Roberto (Beto rojão pra galera) também seria muito útil. Além disso fizemos visitas  a museus de altíssimo nível (e miss de igual valor).



Agora a zueira. Como falei antes, a viagem até o Ceará, durou 3 dias. A viagem foi feita no sacolé, o ônibus com ar-condicionado. Não foi tão legal quanto a viagem de volta, do Piauí, que foi feita no sacolão, sem ar-condicionado. Pra falar a verdade o ar-condicionado não contou tanto assim. O sacolão tinha uma vibe muito melhor, tanto que marcou a fundação do bloco do sacolão, sem contar as poltronas mais confortáveis que renderam boas horas de sono. Entretanto, o sacolé teve seus méritos com as partidas de uno (só faltou dar porrada) e ótima discussão sobre segurança pública, capitalismo, socialismo e dorgas. Acho que quebramos um recorde de palavrões (comecei a ficar rouco aqui).



Essa viagem teve tantos acontecimentos... MMA de rua com direito a sangue, cantoria em bar (palmas para o Hugo, Jann e Fred pela iniciativa). Na segunda vez viramos notícia: http://www.saoraimundo.com/noticias/coberturas.php?n_id=14083 (juro que não estava bêbado na última foto). Tivemos churrasco interrompido convertido em festa na piscina, ônibus quebrando na volta, meu óculos sendo detonado (nunca o confie a pessoas alcoolizadas). Provei o podrão mais delicioso da minha vida. Foram os 9 reais mais bem gastos da viagem, e quanto queijo havia...



Tenho que ressaltar uma coisa. Bati o recorde de velocidade da trilha da Serra da Capivara. Não só eu como o Jann, o Fred e o Rafael. No dia, acabamos por ficar pra trás, na pousada. E como a van passou a 100 km/h ficamos na sobra. Teve táxi, pseudo-perseguição, experiência de quase morte e por fim a trilha que fizemos á jato (sem deixar de aproveitar) pra chegar até o resto da turma. Valeu cada segundo (e cada centavo).



Os parágrafos passam, mas a euforia não. Foi uma viagem excepcional. É apenas a minha segunda viagem de campo pela faculdade, mas posso dizer que cada vez mais sinto vontade em aprender mais sobre geologia. É outro nível aprender na prática. É isso pessoal. VALEU PIAUÍ!!!


sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Shuffeling

Ultimamente eu tenho estado meio sem tempo de postar por aqui. E vai piorar, pois amanhã embarco em viagem de campo (Viva Geologia). Mas senti que deveria postar esse vídeo aqui. É um dos meus favoritos na internet.


Nunca canso de assistir. E um dos comentários é épico "They shuffled before shuffelin" was cool". Genial. Até a próxima champses.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

O Cortiço



Esse post começa com um agradecimento. Raphaela Fernandes muito obrigado. Você me deu um presente de valor inestimável. Esse presente tão significativo foi o livro "O Cortiço" de Aluísio Azevedo e, agora que terminei a leitura só tenho uma coisa a dizer: estou abismado.

Vamos por partes. A história não tem um foco em um personagem, mas sim em um lugar, o tal cortiço. Nos primeiros capítulos somos apresentados à João Romão, que por ação do destino herda um venda e a partir daí começa a buscar com uma gana louca a riqueza e a prosperidade, valendo-se de métodos pouco ortodoxos para isso. Vide a pobre Bertoleza.

Nos capítulos seguintes somos apresentados ao florescer do cortiço e seus moradores. E é aí, que na minha humilde opinião, o autor mais se destaca. O autor vai apresentando diversos personagens que relacionam-se baseados no cortiço. Suas histórias, ao mesmo tempo individuais são em grupo, pois nada fica escondido aos ouvidos e olhares atentos dos moradores (fofoqueiros). Temos lá a D. Isabel, com seus desgostos causados pela vida, com sua filha Pombinha e seu problema em desabrochar, a Machona com seu filho endemoninhado Agostinho, sempre a traquinar, e suas filhas "Das Dores" e Neném, Leocádia, esposa do ferreiro Bruno, Albino, o afeminado, Augusta Carne-mole e seu marido soldado de polícia, o Alexandre, Rita Baiana com sua sensualidade à brasileira, Bruxa, com suas feitiçarias, Marciana e sua filha Florinda. Além destes temos Jerônimo e sua esposa Piedade. Jerônimo torna-se encarregado da pedreira de João Romão e por isso, vai morar no cortiço. Além destes temos a família do Miranda, comerciante de fazendas por atacado (tecidos, simplórios). Sua família constitui-se de sua esposa infiel (leia-se devassa) D. Estela, sua filha Zulmira, o parasita Botelho, um velho amargurado pela falência em terras tupiniquins e que sentia paixão pelo militarismo, e Henrique, filho de seu mais importante cliente e que veio para estudar no Rio de Janeiro.

As histórias dos personagens são ótimas, com um desenrolar fascinante. Aluísio Azevedo consegue prender a atenção com um livro que instiga o leitor a se aventurar pelo cotidiano do cortiço e pelas modificações pelas quais os personagens e o próprio cortiço passam. Eu, sinceramente, fui surpreendido com as reviravoltas da história. E depois falam que novelas tem história, se bem que acho que já vi uma ou outra dessas "histórias" nas novelas. Acasos do destino.

Esse foi, sem sombra de dúvida, um dos melhores livros que eu já li. Digno de ser chamado de obra-prima e uma grande referência do movimento realista. Recomendo a todos que apreciam uma boa leitura. Até a próxima.
PS1: O final é emblemático.
PS2: A capa não representa o cerne do livro, mas vou fazer uma propaganda.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Livros




Eu amo ler. Livros são um portal para outras realidades, e quando bem escritos, conseguem me prender de uma maneira única, a tal ponto que eu esqueço o mundo. Não é incomum sentar-me em algum lugar e, ao folhear um bom livro, esquecer o que está a minha volta e mergulhar no universo escrito. São nessas horas que a minha fértil imaginação corre solta. Afinal, se quando estou sozinho minha mente alcança as pradarias do devaneio, com um livro então, retiro-me para outro mundo, outra vida.

Quanta beleza há nas letras. Com elas você vai à medievalidade, ao mundo antigo e até mesmo ao futuro. Você pode embarcar numa espaçonave e visitar outros mundos. Pode pegar em armas e fatiar, fritar ou estripar seus inimigos. Cair em amores rápidos e ardentes. Você pode ser o herói ou o vilão. Você é capaz de rir com as brincadeiras, chorar com as perdas, zangar-se com as injustiças, xingar os desafetos. Muitas são as emoções trazidas por um livro. Um "mix" espontâneo que pode surpreende-lo com as reviravoltas numa viagem que você faz sem sair do lugar.

Não importa o estilo da leitura. Seja ela terror, aventura, ação, romance, policial. Ficção ou não. O importante é a imersão causada. O desligamento do mundo real e o mergulho na realidade literária que te afasta do seu cotidiano e te leva por outros caminhos. Caminhos muitas vezes que você tinha vontade de trilhar, ou você nunca teve vontade de ser um herói, cavalgar pelas planícies, voar em aviões, investigar um crime, brandir uma espada?

Querido Bento que amaste loucamente Capitu, Capitão-piloto Blackthorne que tão corajosamente ganhou o Japão, a brava Sociedade do Anel que venceu a sombra da Terra Média, Bras Cubás que compartilhou de sua vida após a morte, a incrível viagem náutica do professor Aronnax ao lado do misterioso capitão Nemo, a família Stark em seu jogo dos tronos e Daenerys a mãe de dragões, entre tantos outros que fizeram parte da minha vida. 

AH, os livros! Que beleza é o cheiro de um livro novo, o som do folhear de páginas. Bom galera, é hora da partida que O Cortiço me espera, além de uma viagem a 1822. Até a próxima e lembrem-se "O inverno está chegando!".